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    FEDERAÇÃO – HISTÓRIA DE LUTAS

     

                A Federação Estadual dos Vigilantes foi criada em 1989 depois de organizados os sindicatos da categoria no município do Rio e no interior fluminense como o de Campos, Niterói, Volta Redonda, Angra dos Reis, Macaé, Petrópolis e Friburgo. Esses sindicatos viabilizaram a criação da Federação Estadual dos Vigilantes e posteriormente da Confederação Nacional dos Vigilantes (9/1992).

    Todas essas entidades tiveram origem na Associação Brasileira de Vigilantes – ABRAVIG fundada por Fernando Bandeira em 1976 para organizar uma categoria que surgiu na década de 70, em plena ditadura militar. Seus integrantes eram privados de quaisquer direitos e tratados como cidadãos de 2º classe. Em 1986 a ABRAVIG foi reconhecida como Sindicato Estadual e teve o registro concedido pelo Ministério do Trabalho em 13/05/1988. Os vigilantes tiveram então sua identidade profissional reconhecida, piso salarial e assessoria jurídica entre outros benefícios, funcionando em sede alugada na Rua Costa Ferreira, Centro.

    A Federação dos Vigilantes tem história de luta em defesa dos direitos dos trabalhadores. Essa luta foi intensificada nos últimos anos, principalmente após a posse de Lula no primeiro mandato, quando a reforma sindical/trabalhista foi colocada na agenda de seu governo. Logo que os trabalhadores tomaram conhecimento de que um projeto dessa natureza estava em andamento, foi organizada a “Frente Intersindical dos Trabalhadores em Defesa da CLT” lançada em 16 de Junho de 2003, no Sindicato dos Hoteleiros de São Paulo, presidido por Francisco Calasans, e no Rio na ABI, em 30 de junho do mesmo mês. Os sindicalistas vinculados à Federação dos Vigilantes tiveram presença marcante, com grande delegação, nos dois eventos.

    A Frente Intersindical cumpriu seu papel no período inicial do governo Lula com sua resistência. Quando o governo criou o Fórum Nacional do Trabalho – FNT, organização tripartite representando o governo, os empresários e os trabalhadores das centrais sindicais para elaborar o projeto de reforma sindical, excluindo os sindicalistas do sistema confederativo, estes, criaram o Fórum Sindical dos Trabalhadores – FST, em Brasília, para se contrapor ao FNT. A marcante resistência dos sindicalistas conseguiu barrar a reforma, principalmente após a demonstração de força evidenciada na grande manifestação em Brasília, na Esplanada dos Ministérios em 25 de março de 2004, quando cerca de 30.000 trabalhadores de todo o país demonstraram sua insatisfação com as propostas apresentadas.Também em Brasília a Federação dos Vigilantes marcou presença com grande delegação.

    Os sindicalistas do sistema confederativo perceberam que a defesa das conquistas trabalhistas seria mais eficiente se organizados não só em Federações e Confederações, mas também em Central Sindical. Fundaram então em julho de 2005 a Nova Central Sindical dos Trabalhadores – NCST, defendendo os princípios da unicidade sindical, da contribuição sindical obrigatória, a CLT e todas as conquistas trabalhistas obtidas em muitos anos de lutas. A Federação dos Vigilantes não só prestigiou o evento como também integra a Nova Central, sendo seu presidente Fernando Bandeira, diretor de Assuntos Parlamentares da NCST. Sérgio Luiz da Silva da Federação de Vigilantes é vice –presidente da seção Rio da NCST, fundada em 3 de dezembro de 2005.

    No 2º mandato de Lula, as forças conservadoras continuaram a pressionar o governo para realizar as reformas para diminuir o custo Brasil. A reforma sindical/trabalhista continuou, pois, na agenda do governo. A mídia, empresários e congressistas se uniram contra a contribuição sindical obrigatória, procurando acabar com a mais importante fonte de custeio dos sindicatos, federações e confederações. Essa contribuição por ser obrigatória e universal atinge todos os trabalhadores sindicalizados ou não, o que torna os sindicatos o único instrumento efetivo de defesa dos trabalhadores. Querem por isso enfraquecê-los tirando seu custeio. A resistência a essas investidas contou com a participação da Federação dos Vigilantes que participou de muitas audiências públicas e visitas a gabinetes de senadores e deputados. Até o momento os trabalhadores tiveram êxito. Não conseguiram acabar com a organização dos trabalhadores criadas por Getúlio Vargas há mais de 60 anos.